Acerca de mim

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Sou apenas um pontozinho no Universo. Não existo fora de mim ou deste espaço, alguém me criou e aqui nasci. Mas nascer é o quê, começar a existir ou a viver? Cada dia encontro uma resposta, em cada dia uma resposta diferente. Por isso nada sei do que eu sou.

sexta-feira, 1 de junho de 2012

Caminho agreste

O caminho era penoso  
a paisagem era agreste
mas todas as razões me impeliam
para esse percurso que fizeste.

Lu

sábado, 12 de maio de 2012

Quem quer ver amor de jeito

Quem quer ver amor de jeito
deve procurá-lo bem
no coração ou no peito
ou nos olhos de alguém.

(Quadra que fiz para a Felipa)

terça-feira, 8 de maio de 2012

Por isso hoje não sei

(Imagem da Net)

Abri os armários da memória à procura de quem fui.
Entre sonhos e vestidos e brincos de ouro e prata
guardada estava a tristeza e
a certeza que era minha e tu roubaste.

Por isso hoje não sei. Não sei o medo que tinha
a fúria de te querer e o desejo de matar.
Já não sei esses recados que costumava mandar
pedindo carinho  rosas e malmequeres.
"Mal-me-quer, bem-me-quer"...
E chorava com as flores que desfolhava por ti
e diziam, invejosas,
que não gostavas de mim.

Armários cheios de nada
tanta coisa que lá pus!
Onde as histórias contadas
à fogueira, à meia luz?
Por isso hoje não sei.

Não sei certezas de nada que dentro de mim moravam
e nas pétalas arrancadas em malmequeres mataram
o amor. Que amor? Amor, não dizes
onde guardaste a mentira
onde puseste os meus sonhos
onde escondeste a mocinha
que eu era naquele tempo?
Por isso hoje não sei.

Lu

quarta-feira, 2 de maio de 2012

O coração ilude a esperança

Dizias-te sincero, verdadeiro,
mas eras verdadeiramente hipócrita.

O coração ilude a esperança.

Já não volto a ser criança
já não creio no que dizes
não podemos ser felizes.

Mas o coração ilude a esperança...

Lu

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Talvez

 
Talvez esta saudade seja
prenúncio de algo bom:
algo dentro de mim que vai nascer
esquecidas as tristezas do adeus
renovadas esperanças de te ver.

Lu

quinta-feira, 12 de abril de 2012

Sussurros

Nunca o vento sussurrou aos meus ouvidos tão
suavemente como quando digo o teu nome,
ainda que silenciosamente.
Lonjura disfarçada em metáforas insanas
que desconheço em mim e aceito em ti, como a
rosa que perde o seu perfume mas ganha honras de
enfeitar o coração que arde no meu peito, em
flamejantes ânsias e desejos que conheço e não entendo.

O vento sussurra o teu nome ao meu ouvido
neste sonho que impera em minha alma
e eu fico esperando o teu regresso, entre os
lençóis de sombras e sussurros em que se
esconde quem padece desamores ou te ama.

Lu

quarta-feira, 11 de abril de 2012

Em mim

Em mim o tempo
o feitiço
o espaço infinito em que morri
a alma navegando entre sóis
o espírito ao vento e o luar
eternidade que é viver sem ti.

Lu