Acerca de mim

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Sou apenas um pontozinho no Universo. Não existo fora de mim ou deste espaço, alguém me criou e aqui nasci. Mas nascer é o quê, começar a existir ou a viver? Cada dia encontro uma resposta, em cada dia uma resposta diferente. Por isso nada sei do que eu sou.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Rosa desfolhada

(Imagem da Net)
 
Havia gelo na estrada.
Mais gelo tinhas tu no coração.
E como rosa desfolhada
tinha eu a alma amarga
caminhos da perdição.
 
Maria da Luz S.
(Lu)
 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Era tão fácil

(Imagem da net)
 
Disse-te adeus. Continuei a sorrir
nem para trás olhei e caminhei
ao encontro de quem me esperava
no fim da rua onde te deixei.
 
Era assim tão fácil...
e eu nunca percebera
que o canto das pombas e das rolas
também anuncia a primavera.
 
Maria da Luz S.
(Lu)

 

De novo

O ano que se inicia taz com ele a esperança fugidia
que se arredara do meu peito. E eu agarro-me a ela
novamente a deixo entrar e lhe dou a minha melhor sala.

Lu

domingo, 16 de dezembro de 2012

A casca da laranja

Comi a laranja e deitei a casca fora.
Comi a laranja sem me lembrar mais de que ela tinha tido casca.
Assim por vezes a vida, que
tentamos amaciar envolvendo-a em sonhos.
E todas as rugosidades que ela possa ter
se esquecem nesses sonhos
como esquecemos a casca das laranjas que comemos.

Maria da Luz S.
(Lu)

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

A primavera tarda em chegar


A primavera tarda em chegar, este tempo
frio que enregela os ossos cada dia me
afasta mais do verão... ou será que este frio
é a angústia que sinto no coração ao me lembrar de ti?
De ti, de nós... e a primavera demora tanto a chegar...

Maria da Luz S.
(Lu)

terça-feira, 20 de novembro de 2012

A voz

Nada havia ainda falado ao coração do homem
como aquela assustada voz que ele ouvia
em cada manhã, em cada dia que nascia
quando as estrelas se apagavam... ou dormiam...

Era uma aguda voz... como um grito...
como se houvesse alguém aflito
debaixo da cama onde ele dormira...
Procurava então por toda a casa
e como um furacão que tudo arrasa
assim ele a sua casa destruía...

Destruiu o quarto, a cama... o banco
em que à noitinha se sentava
e uma nova página escrevia...
escrevia num diário, num caderno
como os seus dias eram um inferno
em que de propósito caía...

Caía e lá ficava... sem forças para escapar
dos horrores que presenciava...
e ouvia uma voz... uma voz que procurava
com a certeza de jamais a encontrar...
Assim era o inferno de amar
e saber que já morrera a sua amada...

Maria da Luz S.

segunda-feira, 5 de novembro de 2012

Manhã clara

Manhã clara. Sonho breve em que acordei.
Melancolia. Nostalgia. Lembranças que
me trazes nessas flores que me dás.

Onde colheste as lembranças mal dormidas
apagadas as noites e os beijos? Sabias o sal
nas minhas mãos, o mel no meu sorriso?
Lágrimas apaguei dos meus sentidos
e era tudo o que eu te queria contar.

Lu