Acerca de mim

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Sou apenas um pontozinho no Universo. Não existo fora de mim ou deste espaço, alguém me criou e aqui nasci. Mas nascer é o quê, começar a existir ou a viver? Cada dia encontro uma resposta, em cada dia uma resposta diferente. Por isso nada sei do que eu sou.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2013

Silêncio e canto

 

Levanto-me do chão, no completo
silêncio das searas. São grilos os que cantam
cigarras ou as moças no caminho?

Escuto vozes assombradas, o vento
traz-me os sons que ali roubou.
Procuro o teu caminho, o fado que cantavas
as esperanças que espalhavas.
Nada de ti encontro
nada que me faça estremecer o coração.

Papoilas, espigas doiradas, seara
de sentimentos diversos, que ilustram
todos os sonhos num mundo a que os atirei.
Onde se escondem os versos
cantigas que já ouvi, poemas
feitos no vento e cantados ao luar?

De novo me deito, o canto
que ouvia já se calou. Ou fui eu que percebi
este silêncio em que estou e me deixei embalar
pelas vozes no meu pranto.


Maria da Luz S.
(Lu)

domingo, 24 de fevereiro de 2013

Desalento

 
Prometi ao tempo que te esquecia
prometi e tentei cumprir.
 
A esfera dos meus sonhos era tudo o que
me fazia recordar... e esperar que ainda te
pudesse amar... sem dor nem sofrimento...
Mas o tempo, esse traidor de sonhos, transformou
o que era lindo em desilusão e desalento.
 
Maria da Luz S.
(Lu)
 
 

quarta-feira, 6 de fevereiro de 2013

A dor é pensar em ti


A dor é pensar em ti.
É saber-te longe.
Recordar quem fomos.
Relembrar momentos.
Ficar acordada nas noites.
Deixar o silêncio adormecer.

Tudo isso é dor.
É não te esquecer.

Maria da Luz S.
(Lu)

domingo, 3 de fevereiro de 2013

Quando estás comigo

Imagem da net


Quando estás comigo é como se não estivesses.
Como se a ausência tivesse tomado conta de ti.
Eu espero que regresses, que venhas em presença
que estejas comigo desejando-o
sem te ser um sacrifício estar aqui.

Maria da Luz
(Lu)

domingo, 27 de janeiro de 2013

Rosa desfolhada

(Imagem da Net)
 
Havia gelo na estrada.
Mais gelo tinhas tu no coração.
E como rosa desfolhada
tinha eu a alma amarga
caminhos da perdição.
 
Maria da Luz S.
(Lu)
 

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Era tão fácil

(Imagem da net)
 
Disse-te adeus. Continuei a sorrir
nem para trás olhei e caminhei
ao encontro de quem me esperava
no fim da rua onde te deixei.
 
Era assim tão fácil...
e eu nunca percebera
que o canto das pombas e das rolas
também anuncia a primavera.
 
Maria da Luz S.
(Lu)

 

De novo

O ano que se inicia taz com ele a esperança fugidia
que se arredara do meu peito. E eu agarro-me a ela
novamente a deixo entrar e lhe dou a minha melhor sala.

Lu